Por Ayrton Freire | PORTALnoar
Nem a morte é capaz de entristecer amigos de Arruda Sales quando o assunto é ele. O artista que morreu nesta sexta-feira, aos 64 anos, deixa um legado na cultura do Rio Grande do Norte e uma bagagem de lembranças entre quem pôde conviver com ele.
Por quase metade da vida, Arruda interpretou a drag Danuza D’Salles, um dos personagens mais famosos da cena do Rio Grande do Norte. E ele costumava dizer que “Danuza não morre; vira purpurina”.
A jornalista Nelly Carlos, que trabalhou com “Arrudinha”, como ela o chamava, lembra da personagem. “Ele criou Danuza para o rádio. Mas, mesmo sendo só no rádio, sem necessidade de ser visto, ele se vestia de Danuza. Incorporava o que fazia. As pessoas iam à Rádio Tropical pra conhecer a Danuza”, recorda.
A drag Danuza D’Salles tinha um ‘l’ a mais do que o sobrenome de batismo de Arruda. “Ele dizia que tinha dois ‘l’ porque era a ‘ovelha negra’ da família”, cita Nelly.
Danuza fez tanto sucesso que por vários anos foi madrinha do Burro Elétrico, tradicional bloco do Carnatal. “Ele ficava no trio, fazendo aquela algazarra”, conta.
Mas nem só de Danuza será lembrado Arruda. “Ele era um grande artista plástico. Eu tenho vários quadros dele. A gente lembra muito dele, do teatro… Mas acho que a grande contribuição foi na arte plástica”, cita o jornalista Amaury Júnior.
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