
A ameaça de greve de policiais militares e bombeiros, prevista para esta segunda-feira, 17, prejudicará toda a sociedade, avaliam especialistas. O Governo do Estado não tem condições de atender a esta demanda do ponto de vista financeiro, mas já sinalizou com outras melhorias para a categoria.
“Que o reajuste é necessário, não há dúvidas, mas não pode ser retroativo há anos de descaso com a categoria, que ganha menos que um Policial Civil, por exemplo. Um ganho real precisa ser discutido para se corrigir as distorções, mas de forma planejada e a médio prazo”, dizem especialistas consultados pelo jornal.
Pensando nisso, a partir de um compromisso técnico e político, em reunião com as associações na última sexta-feira, 14, o Governo se propôs a criar um grupo de trabalho para reordenar as carreiras da segurança pública, diminuindo as distorções e sanando todo um histórico de não valorização profissional com um plano de equiparação salarial.
Ainda na reunião, que ocorreu no Gabinete Civil do Estado, houve um compromisso de pagar as promoções que estão represadas há anos.
“O Estado, apesar da atual situação de calamidade financeira, tem honrado seus compromissos de pagamento de salários dos ativos e inativos, assim como as diárias operacionais da polícia civil e militar. Entretanto, vale ressaltar, não tem recursos para cobrir um reajuste do porte de 60,42% (quando as demais categorias têm pautado os reajustes com base em índices como o INPC – 2,44% ou IGP-M FGV – 3,56%). Este reajuste não seria suportado por um Estado com finanças ainda tão frágeis”, comenta uma fonte do governo.
O Governo tem mantido a promessa dos salários em dia, mas não dá um passo maior que a perna, e isso – se desagrada alguns – mostra também que há maturidade na decisão, pois o estado precisa ser gerido a médio e longo prazo, ponderou a fonte ouvida pelo jornal.
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