O PSDB fará a sua convenção partidária na próxima sexta-feria (31) em Brasília. O encontro definirá quem será o novo presidente da legenda. O pernambucano Bruno Araújo é o mais cotado para assumir o cargo. Mas não é a escolha do novo líder do partido que vem provocando polêmica nos dias que antecedem a reunião. Um dos pontos que será debatido é de um novo código interno que pune com expulsão a infidelidade partidária, integrantes condenados criminalmente e dirigentes que constrangerem correligionários em posição inferior.
Caso seja aprovada a nova medida pode afetar grandes caciques da legenda, tais como o ex-governadores Aécio Neves (MG), Marconi Perillo (GO), Beto Richa (PR). A punição valerá se for aprovada e levar em conta condenações que se deram antes da possível medida do partido entrar em vigor.
A proposta foi enviada nesta terça-feira (25) para o diretório nacional do PSDB e pode sofrer alterações em seu texto até ser apresentado na convenção. A expulsão seria a punição máxima, mas outros tipos de sanções estão previstas. Elas vão desde advertências verbais até ressarcimento ao partido por danos materiais.
Caso a ideia não fique só no papel, os principais nomes que correriam risco de punição são:
Aécio Neves
Atualmente com o mandato de deputado federal, o ex-senador e ex-governador mineiro é investigado em nove inquéritos e é reu em um ação criminal que corre no Supremo Tribunal Federal.
Beto Richa
O ex-governador foi preso em três ocasiões diferentes, a última em março deste ano acusado de obstrução de justiça durante a investigação de um esquema que desviou mais de R$ 20 milhões de obras de escolas públicas no Paraná.
Marconi Perillo
O ex-governaddor de Goiás é réu por corrupção passiva e foi condenado quatro anos e seis meses de reclusão, em regime semiaberto, acusado de desvio de finalidade na aplicação de financiamento obtido em instituição financeira oficial.
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