A ex-secretária do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negou nesta segunda-feira (2) ter realizado pagamentos ou emitido passagens para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O depoimento foi prestado à CPMI do INSS, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
Durante a oitiva, Aline Bárbara foi questionada por parlamentares sobre supostos repasses financeiros e aquisição de passagens aéreas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta, ela declarou que não realizou qualquer transferência de valores nem comprou bilhetes em nome de Lulinha.
A comissão apura um esquema que teria provocado prejuízo bilionário aos cofres públicos, com descontos considerados irregulares aplicados a aposentados e pensionistas. Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado nas investigações como um dos operadores centrais do esquema.
A ex-secretária também afirmou que exercia funções administrativas nas empresas ligadas ao empresário, mas disse não ter conhecimento de que recursos movimentados estariam relacionados a irregularidades. Segundo ela, sua atuação limitava-se a tarefas operacionais.
A CPMI segue colhendo depoimentos e analisando documentos, além de medidas como quebras de sigilo autorizadas para aprofundar as investigações. O objetivo, segundo integrantes da comissão, é esclarecer responsabilidades e identificar eventuais conexões entre os envolvidos no caso.
Até o momento, não há confirmação oficial de repasses financeiros a Lulinha além das negativas apresentadas no depoimento. As investigações continuam em andamento.













