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Acordo entre WhatsApp e TSE vai prever ações contra disparos em massa

O diretor de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, Dario Durigan, afirmou que o aplicativo vai assinar, em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 1 memorando de entendimento que criará 2 canais oficiais da Corte Eleitoral no aplicativo.

O acordo irá prever ainda, entre outras medidas, o impedimento de disparo de mensagens em massa para combater a disseminação de notícias falsas e propagandas irregulares.

As declarações foram feitas em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta 3ª feira (22.set.2020). De acordo com o executivo, o acordo será assinado nos próximos dias.

“Agora, no começo de 2020, quando a pandemia chegou com mais força no Ocidente, um novo limite de encaminhamento traz uma redução do impacto de 70% [redução de viralização] dentro da plataforma. O que é isso? Uma mensagem que já foi encaminhada mais de 5 vezes pela mesma instância, dado que não fazemos moderação de conteúdo, quando encaminhada pela sexta vez recebe a marca de ‘frequentemente encaminhada’. Aí, o aplicativo no aparelho do usuário faz com que essa mensagem só possa ser encaminhada para um contato por vez”, explica Durigan.

[Estamos] fortalecendo as parcerias com checadores de fato, com órgãos de imprensa”, afirma. “Também com incentivo para os usuários checarem informações antes de compartilhar.”

Atualmente, o WhatsApp, que pertence ao Facebook, tem 120 milhões de usuários no Brasil e 2 bilhões no mundo. Está presente em 180 países.

Eis os 2 canais do TSE que serão criados no WhatsApp, de acordo com o diretor do aplicativo, Dario Durigan:

  • orientações: para as orientar sobre medidas de prevenção à covid-19 e com serviço de resposta às dúvidas sobre o local de votação e candidatos;
  • denúncias: canal para as zonas eleitorais de 1ª Instância apontarem ao TSE suspeita de contas que estão usando o disparo em massa.

“Então agora tem 1 canal organizado para a Justiça Eleitoral de 2ª Instância, para as zonas eleitorais de 1ª Instância para apontarem para o TSE suspeita de contas que estão usando o disparo em massa. E o TSE vai compartilhar isso com o WhatsApp, que vai fazer a verificação dessas contas de maneira imediata e pronta”, afirma o executivo.

“O WhatsApp vem oferecer o que há de mais robusto que é possível oferecer à autoridade eleitoral. Aqui há 1 caráter de ineditismo, no mundo, dessa parceria do WhatsApp com uma autoridade eleitoral de cúpula”, disse Durigan.

Além das medidas de combate às fake news, o executivo afirma que a empresa irá produzir de stickers, popularmente conhecidos como “figurinhas”, com informações sobre as eleições e estimulando causas como a participação de jovens e mulheres.

ELEIÇÕES 2018

Em 2019, o gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, afirmou que houve envio massivo e ilegal de mensagens por meio do aplicativo de mensagens nas eleições de 2018 do Brasil.

“Na eleição brasileira houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir 1 grande número de pessoas”, disse Supple.

No pleito de 2018, a campanha de Bolsonaro se envolveu no caso que ficou conhecido como Zapgate. De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, empresas e empresários pagaram por disparos em massa de mensagens com conteúdos anti-PT via WhatsApp. O caso é analisado pelo TSE.

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